INTRODUÇÃO
O factor diferenciador de um município está na capacidade que este detém no sentido de proporcionar uma melhor qualidade de vida aos seus residentes. Qualidade de vida que se traduz desde logo na criação das infra-estruturas básicas e necessárias para que a vida dos cidadãos seja efectivamente, boa.
Após a solidificação democrática do poder autárquico e de uma geração de políticas autárquicas que consistiu na criação e na aposta clara das infra-estruturas básicas, como o saneamento básico, o abastecimento de água às populações através de uma rede pública, vias de comunicação e do início do planeamento urbanístico, encontramo-nos agora numa nova geração de políticas autárquicas em que se encaram as autarquias como agentes e parceiros no emprego, nas políticas sociais, na cultura, no desporto, no desenvolvimento sustentado e sustentável.
É pois aqui que a Juventude Socialista investe o melhor dos seus autarcas e dos seus militantes, na busca das soluções necessárias para que as autarquias sejam de facto o motor de desenvolvimento e de qualidade de vida que os cidadãos necessitam para que a qualidade de vida seja efectivamente uma realidade.
O QUE PRETENDEMOS PARA O NOSSO CONCELHO, NA ÁREA DA JUVENTUDE?
· Pretendemos uma Casa da Juventude dinâmica e multifacetada, e na qual todos os jovens do nosso Concelho se possam sentir realmente realizados na plenitude das suas capacidades sociais, e onde possam participar nas mais variadas vertentes.
Para que tudo isto seja uma realidade é necessário que a Casa da Juventude esteja dotada das mais variadas valências, entre as quais: um auditório/sala de espectáculos, na qual os jovens possam explorar as suas apetências artísticas, bem como desenvolver outras actividades como a organização de colóquios e workshops que certamente contribuirão para a sua formação quer a nível técnico-profissional, quer ao nível da cidadania activa. Uma sala destinada a biblioteca, discoteca e multimédia, onde os jovens possam ocupar os seus tempos livres de uma forma instrutiva, quer através da consulta de livros, quer através da audição de música, quer ainda através da Internet. Inserção da UNIVA (unidade nacional de inserção na vida activa) e do gabinete do IPJ na Casa da Juventude, para que os jovens que frequentem a Casa possam ter um contacto mais próximo com o mercado de trabalho. Um gabinete de apoio jurídico, para que os jovens possam obter uma resposta técnica qualificada a algumas das suas inquietações. Um gabinete de apoio psicológico, onde os jovens possam sentir um acompanhamento adequado em relação aos seus mais variados problemas do dia-a-dia, e onde simultaneamente lhes possa ser ministrada alguma formação na área da prevenção da toxicodependência e outros comportamentos de risco, e nomeadamente se desenvolvam acções de formação no âmbito da educação sexual/planeamento familiar, através de distribuição gratuita, mas devidamente acompanhada por profissionais especializados, de preservativos e pílulas.
· Pretendemos uma política de Juventude séria na área do primeiro emprego no nosso Concelho.
Para que isto aconteça é necessário criar mecanismos de incentivos para que as empresas se sintam atraídas a fixarem-se no território concelhio, e ao mesmo tempo criar diversas formas de incentivo para que os jovens empresários do nosso Concelho dêem azo à sua criatividade e implementem projectos empresariais inovadores e potencialmente rentáveis a médio prazo.
Sendo assim será necessário criar um gabinete de apoio ao jovem empresário, no qual seja disponibilizado pela autarquia um completo serviço de acompanhamento à criação de empresas com potencial para o nosso Concelho, e seja concomitantemente fornecido apoio contabilístico e fiscal, informático e logístico. Visa-se com este mecanismo de incentivos, preencher e complementar o tecido empresarial com projectos inovadores, potenciando a capacidade de empregabilidade local, o crescimento e o desenvolvimento regional.
Defendemos ainda a necessidade de concessão de benefícios fiscais por parte da autarquia consoante o número de mão-de-obra jovem residente no nosso Concelho empregada numa determinada empresa. Ou seja, por exemplo, quanto mais empregados jovens arrudenses tiver uma empresa nos seus quadros menor a contribuição autárquica paga e menor também a taxa da água.
Consideramos ainda necessário a existência de um intercâmbio entre a autarquia, a escola secundária existente no Concelho e os centros de formação profissional da nossa região, no sentido de promover a formação profissional dos jovens do nosso Concelho, tendo em conta as necessidades do mercado de trabalho.
· Pretendemos uma Política de Juventude séria na área da primeira Habitação Jovem
A estabilidade e emancipação dos jovens passam obviamente pela sua fixação e consequente integração social num determinado espaço coincidente com um Concelho. Para isso é fundamental garantir o possível acesso à habitação de qualidade a preços justos, criando medidas que sustentem a razoabilidade evitando assim a especulação que tanto penaliza e atrasa o ritmo de emancipação de qualquer jovem.
É preciso haver uma verdadeira política de habitação a custos controlados- uma morada na nossa terra. Neste sentido é fundamental existir uma efectiva aposta na habitação a custos controlados para jovens e que se fomente nos planos de reabilitação urbana, nomeadamente no centro da vila (zona histórica), a promoção de habitação para arrendamento ou venda a jovens, incentivando este acto, através de taxas e licenças, isenção do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) e da isenção do IMT num escalão superior.
· Ambiente e Qualidade de vida:
Um Concelho que tenha a legítima pretensão de ser mais competitivo e atraente, tem forçosamente que ter uma política de desenvolvimento sustentável e amiga do ambiente, como corolário básico do suporte das gerações vindouras. Neste sentido parece-nos claro que o município terá que apostar mais nesta matéria. Parece-nos claramente urgente que se resolvam os problemas de funcionamento com a ETAR na freguesia de Arruda, que apenas por manifesta inoperância do actual executivo camarário ainda não se encontra a laborar a 100%. Outra situação a lamentar prende-se ainda com a ETAR de Adoseiros que ainda não tem resolução à vista e que inúmeros transtornos tem causado àquelas populações. Um outro problema crónico no nosso Concelho é indubitavelmente o problema das sucatas, com especial incidência na freguesia de Arranhó, e neste domínio parece-nos da máxima urgência que se enderecem todos os esforços necessários no sentido da rápida construção da ZIR (zona industrial de reciclagem) que parece neste momento passar por uma fase de estagnação. Uma última questão que nos parece também de importante reflexão nesta matéria é a futura construção ou não da barragem do Rio Grande da Pipa e as implicações que hipoteticamente esta infra-estrutura possa vir a ter a montante do próprio rio. Parece-nos por demais evidente que se deve investir fortemente na requalificação do Rio Grande da Pipa para que no futuro a construção da barragem possa trazer dividendos ao nosso Concelho de um ponto de vista de futura actividade turística a desenvolver. Estamos certos que a juventude do Concelho de Arruda dos Vinhos está ciente das suas responsabilidades nesta matéria e ao mesmo tempo pronta para abraçar os desafios do futuro.
· Desporto, cultura e lazer:
Naturalmente que a par das importantes questões acima referidas a juventude, como classe social irreverente que é, tem igualmente outras necessidades que precisam ser satisfeitas, para que se possa contribuir para uma formação plena do jovem enquanto homem e cidadão.
No domínio do Desporto “mente sã em corpo são” defendemos que é da máxima importância a autarquia e também outros parceiros sociais proporcionarem aos jovens mecanismos que os incentivem à prática do desporto e desta forma evitar a fuga para outros comportamentos desviantes lamentáveis. Nesta matéria pensamos que será da máxima utilidade a Autarquia proporcionar a jovens com projectos inovadores na área do desporto o necessário apoio através da concessão de subsídios para dar exequibilidade a projectos com potencial a médio prazo, e que poderão ter verdadeira utilidade municipal.
Por outro lado defendemos igualmente o melhoramento das infra-estruturas desportivas existentes no Concelho, e ao mesmo tempo a deslocação do campo de futebol do jardim municipal para uma zona nas imediações da vila onde possa ser rentabilizado de outras formas (arrendamento a particulares quando não haja impedimentos logísticos, realização de espectáculos de elevada envergadura, etc.)
Com esta deslocação do campo de futebol pretende-se não só proporcionar melhores condições para a prática desportiva mas ao mesmo tempo deixar espaço para que o jardim municipal seja um autêntico cartão de visita mais digno para o nosso Concelho, e aí se construam importantes zonas de lazer como por exemplo um auditório ao ar livre, um palco fixo e bares que apoiem esta estrutura fixa. Com isto pretende-se obviamente dinamizar um importante espaço na vila de Arruda para além dos dias das festas de Santo António e da Nossa Senhora da Salvação. Se houver um verdadeiro espaço lúdico para todos os arrudenses evitar-se-iam desta forma deslocações nocturnas inevitavelmente perigosas, basta olhar para os recentes números da sinistralidade rodoviária. É óbvio que um investimento desta ordem teria que ser alvo de parcerias público-privadas, mormente e concretamente através de um project finance adaptado à escala local e que garantisse uma dinamização plurianual deste importante espaço no nosso Concelho.
· Defendemos também a criação do Cartão Jovem Municipal, no qual a autarquia através de parcerias com o comércio local, possa desenvolver mecanismos que possibilitem a implementação de descontos na aquisição dos mais diversos produtos. Esta medida pretende não só que os jovens façam as compras na sua terra, mas também visa incutir uma nova dinâmica no comércio tradicional.
JUVENTUDE SOCIALISTA DE ARRUDA DOS VINHOS
“Uma nova geração, uma nova Arruda”
O Futuro é agora
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